UF de Coimbra distribui baús solidários para apoiar quem precisa

A União de Freguesias (UF) de Coimbra espalhou pelo cidade 12 “Baús solidários” numa iniciativa que assenta numa rede de partilha em que quem pode dá e quem precisa leva.

Esta ação vem dar continuidade, no fundo, às “Caixas Solidárias” que surgiram já no âmbito da pandemia da Covid-19, um grupo dinamizado em Coimbra por Malu Rama, que lançou agora a ideia de criar estes baús. O presidente da UF, João Francisco Campos, explicou que o executivo que lidera aceitou, de imediato, “o desafio”, considerando contudo que era “importante que uma série de instituições da freguesia estivessem ligadas a esta iniciativa, trabalhando em rede e permitindo que haja uma monitorização quase diária dos baús”.

ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Associação de Defesa e Apoio da Vida (ADAV), Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI), ASOS – Associação Soltar os Sentidos, Cáritas Diocesana de Coimbra, Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), Centro Operário Católico da Conchada, Centro Social e Paroquial da Pedrulha, Colégio Rainha Santa Isabel, Instituto Universitário Justiça e Paz e Associação Integrar são as 12 instituições que se associam a esta ação solidária e que irão acolher, junto das suas instalações, os baús.

De acordo com João Francisco Campos, estas instituições cobrem, de uma forma geral, todo o território desta UF, que engloba as extintas freguesias da Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e S. Bartolomeu. A ação é aberta a toda a comunidade, num trabalho de partilha em que quem pode ajudar coloca bens alimentares nos baús e quem precisa vai aí buscar os produtos que necessita.

Dada a imprevisibilidade dos tempos que se vivem, fruto da pandemia, os promotores apelam ao “bom senso” de quem vai buscar ajuda, de forma a que levem apenas o que precisam e se lembrem que há outras pessoas e famílias que estão também a viver com dificuldades e para quem estes bens podem representar uma ajuda fundamental.

Esta é mais uma medida de apoio que a UF de Coimbra lança nestes tempos em que, como realça o autarca, tantas famílias se deparam com dificuldades. “Há pessoas que perderam o primeiro emprego, outras perderam as horas extra que eram fundamentais para o orçamento familiar. No início da pandemia os pedidos de ajuda cresceram muito, com o verão atenuaram um pouco mas agora já notamos novamente um grande afluxo de pedidos de apoio”, esclarece, acrescentando que os baús vão permanecer nas ruas enquanto se justificar.

É para colmatar algumas dessas carências que a UF e estas várias entidades se unem para trazer para as ruas os “Baús Solidários”, que vão estar devidamente identificados e que explicam no exterior da caixa o seu lema – “Se precisas, tira. Se tens, dá. Se precisas e vens tirar, lembra-te que há mais quem irá precisar. Se vens deixar, obrigada por vires ajudar”.

João Francisco Campos lembra, também, que “com o fim do verão e com a chegada do frio e da época das gripes a tendência é para a situação pandémica se agravar”, apelando a todos para que “tenham muito cuidado, para que usem máscara com alguma filtragem, lavem e desinfetem as mãos com muita regularidade e mantenham todos aqueles gestos que tinham no início da pandemia”.

(O Despertar)